01/12/2014 às 08h41min - Atualizada em 22/05/2015 às 14h56min

Com o uso de tecnologias, uma pecuária de excelência em MS

Produtor adotou genotipagem e técnicas de seleção de seu gado

correio do estado

A atividade pecuária, no Brasil, não pode ser feita mais sem o uso de alta tecnologia. E as práticas e técnicas estão disponíveis. Em Mato Grosso do Sul, no município de Camapuã, o pecuarista Adilson Reich, adotou a técnica da genotipagem e, também, o sistema que detecta os animais superiores para que sejam multiplicadores da genética da fazenda. Animais mais precoces, funcionais morfologicamente e com maior fertilidade. Os resultados foram surpreendentes,  a ponto da sua propriedade ser hoje uma das que detêm o melhor plantel da raça senepol no País.
O produtor decidiu que queria um rebanho com genética superior, que produzisse carne de qualidade, com maciez e marmoreio adequado. 

Escolheu a raça senepol para fazer o cruzamento industrial por ser uma raça rústica, que se adaptou muito bem aos climas quentes e apresenta excelentes resultados a campo, qualidade garantida pela libido dos touros e pelos altos índices de fertilidade das fêmeas, características marcantes da raça. Além disso, a carne produzida pelo animal possui ótima marmoreio, apresenta em média 5 mm de espessura de gordura, quantidade considerada ideal pela indústria.
Em Mato Grosso do Sul, estado responsável por boa parte do volume de carne produzida no Brasil, a criação de senepol ganhou adeptos ao longo dos últimos anos, estimulando o pioneirismo em técnicas de melhoramento genético na busca pela excelência dessa carne, inclusive, da parcela proveniente dos cruzamentos. A genotipagem é uma delas.

A Genotipagem

Trata-se de uma ferramenta utilizada para analisar o DNA de indivíduos e buscar as diferenças ou igualdades que vão determinar características como cor da pele, por exemplo.  Dentro dos painéis de análise, é possível predizer pontos de importância econômica como maciez e marmoreio da carne ou, até mesmo, se um indivíduo será mais eficiente quando se alimenta. “Quando retiramos os pelos da cauda de um bovino de corte temos condição de extrair o DNA dele e analisarmos, em nosso laboratório nos EUA, se ele possui estas características em comum ou não, e após isso ele é ranqueado em nosso índice para apresentarmos os resultados aos seus proprietários”, explica o consultor técnico Clayton Rodovalho Pina, da empresa que atende a família Reich.

Segundo ele, essa técnica vem sendo trabalhada com a raça senepol há pouco mais de um ano no Brasil. Nos Estados Unidos, a ferramenta é amplamente utilizada há alguns anos. Ao analisar o DNA de um bovino de corte jovem, é possível saber como será a tendência de sua produção, ou seja, se ganha tempo e confiabilidade nas tomadas de decisão, como utilizar mais ou menos um determinado indivíduo dentro de um rebanho. 

A reportagem, de Maurício Hugo, está no Caderno Rural da edição de hoje (1º) do jornal Correio do Estado.


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