04/12/2014 às 14h55min - Atualizada em 22/05/2015 às 14h56min

Carro que atropelou 3 não tem embreagem e câmbio está quebrado

Dourados News
Delegado mostra diversas avarias encontradas em carro modelo 1981. (Foto: Renan Nucci)

Delegado mostra diversas avarias encontradas em carro modelo 1981. (Foto: Renan Nucci)

Delegado mostra diversas avarias encontradas em carro modelo 1981. (Foto: Renan Nucci)
 
Jovem de 20 anos atropelou três pessoas com carro praticamente destruído. (Foto: Renan Nucci)

Jovem de 20 anos atropelou três pessoas com carro praticamente destruído. (Foto: Renan Nucci)

Jovem de 20 anos atropelou três pessoas com carro praticamente "destruído". (Foto: Renan Nucci)
 
Dianteira de Caravan leva amassado resultado do atropelamento de três pessoas. (Foto: Renan Nucci)

Dianteira de Caravan leva amassado resultado do atropelamento de três pessoas. (Foto: Renan Nucci)

Dianteira de Caravan leva amassado resultado do atropelamento de três pessoas. (Foto: Renan Nucci)

O delegado Weber Luciano de Medeiros, responsável por investigar o atropelamento de três pessoas ocorrido no final da noite do último domingo (30), em Campo Grande, se mostrou bastante surpreso com o péssimo estado de conservação do GM Caravan Comodoro utilizado pelo autor: “não sei como funciona”, disse. O veículo apreendido trafegava sem embreagem e com o câmbio quebrado, engatado o tempo todo na terceira marcha.

O estofado não possui cobertura, as rodas estavam presas aos eixos com somente um ou dois parafusos, não havia espelho retrovisor e o tanque de combustível é um galão improvisado que fica no assoalho, ao lado do banco do passageiro.

A lataria estava bastante deteriorada pelo tempo, havia uma amassado na dianteira, resultado do choque de domingo, e a documentação, no nome de terceiros, não era paga desde 2011. “O carro está em péssimo estado de conservação. Não consigo entender como o autor conseguia transitar em um veículo assim”, disse o delegado.

Jonas Carvalho Velaszquez, 20 anos, conta que estava com o Caravan há cerca de três meses, após trocá-lo por um GM Chevette. O carro só funcionava no tranco. “Ele não tinha embreagem e só ficava em terceira. Toda vez que parava, tinha que empurrar. Para dar partida eu juntava dois fios (sob o painel)”, explicou o rapaz que acumula mais de 20 passagens pela polícia desde 2008.

Caso - Jonas foi detido ontem (03), em um trabalho de investigação da 2ª Delegacia de Polícia da Capital, acusado de atropelar Mauro Márcio Vicente da Silva, 37 anos, Anderson Cardoso da Silva, 23 anos, e Rafael Silva Domingos, 29 anos, na Avenida Heráclito Diniz de Figueiredo, prolongamento da Avenida Presidente Ernesto Geisel, no Bairro Coronel Atonino.

Na ocasião, houve uma batida entre a moto de Mauro e o GM Celta de Anderson, sendo que este parou para prestar socorro à vítima. Rafael, que passava de moto pelo local decidiu ajudar. Os três foram atingidos pelo Caravan ocupado por Jonas, que estava sozinho. Durante depoimento ao delegado Weber, o jovem alegou que o pedal do acelerador enroscou no momento em que ele verificava o galão de gasolina, e assim, não conseguiu frear a tempo. “Foi tudo rápido, quando percebi já estava em cima daquelas pessoas. [...] Fiquei com medo de ser linchado e fugi”, disse à polícia.

As vítimas foram socorridas e estão internadas. De acordo com a assessoria de imprensa da Santa Casa, Mauro tem o quadro mais grave. Ele sofreu fratura na perna, braço e aguarda avaliação completa de neurocirurgiões, ortopedistas e médicos especializados em procedimentos buco-maxilo-faciais. Rafael sofreu fratura na perna e está na enfermaria. Anderson foi socorrido e levado para outra unidade de saúde. Ainda de acordo com o delegado, Jonas pode responder por lesão corporal grave, gravíssima ou até mesmo homicídio, dependendo da recuperação dos feridos.


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