20/01/2015 às 12h08min - Atualizada em 22/05/2015 às 14h56min

BONITO e algumas cidades do MS cancelam Carnavais tradicionais por falta de dinheiro

O Estado
Prefeito de Bonito - Leonel Lemos

Prefeito de Bonito - Leonel Lemos

Prefeito de Bonito - Leonel Lemos "Leleco" - FOTO: ROGÉRIO SANCHES / BONITO INFORMA

Fazendo malabarismos para manter o equilíbrio financeiro, prejudicado com a queda na arrecadação e a redução dos repasses federais e estaduais, diversos municípios foram obrigados a cancelar o Carnaval deste ano.

Prefeitos de todas as regiões preferiram dar prioridade a festas com maior tradição no calendário local, e dizem sofrer com o descontentamento da população.

Em um dos principais destinos turísticos do Estado, os foliões que visitarem Bonito contarão apenas com eventos particulares. De acordo com o prefeito Leonel Brito, o Leleco (PT do B), a decisão de cancelar a festa popular foi debatida com a população.

“Ouvimos vários setores, entre eles o comércio, e decidimos que não queríamos uma festa pequena. E como o cenário não é dos melhores, a ideia é não fazer o Carnaval e investir em outras áreas, como saúde e educação. Para suprir isso, vamos incentivar eventos privados”, disse.

O prefeito de Ivinhema, Éder Uilson França de Lima (PMDB), conta que gastou R$ 350 mil no Carnaval anterior, mas não tem o recurso em caixa para 2015.

Prefeito de Ivinhema disse agir com a razão e relata críticas

A crise financeira atingiu Ivinhema em cheio, obrigando a prefeitura a reduzir salários, extinguir bonificações e horas extras e fazer economias em diárias e gastos com combustíveis para manter o equilíbrio.

Lima conta que teve de “agir com a razão”. “Não teremos o nosso já tradicional Carnaval, que é um dos melhores da região. Estamos tentando colocá-lo no calendário estadual para obter recursos do governo, mas parece que nem Campo Grande vai ter ajuda neste ano. Estou apanhando muito dos jovens, pois a classe não entende e quer a festa. Mas não temos o dinheiro e seria uma irresponsabilidade gastar nessas condições”, explica.

Em Cassilândia, Marcelo Pelarin (PR) já precisou reduzir o número de cargos comissionados e suspender gratificações para equilibrar as contas. “Não fiz Réveillon e não vou fazer Carnaval enquanto não arrumar as coisas”. O mesmo acontece em Angélica, onde Luiz Antônio Milhorança (PSDB) reduziu contratos e gastos com combustíveis.


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