22/01/2015 às 09h36min - Atualizada em 22/05/2015 às 14h56min

Briga entre deputados envolve disputa pelo poder e dinheiro na Assembleia em MS

Além do poder, os cargos despertam interesses financeiros

Mídia Max

Já dizia Paulinho da Viola, na música “Pecado Capital”, que “dinheiro na mão é vendaval e irmão desconhece irmão”. É mais ou menos nesta “toada”, como os próprios políticos costumam dizer, que o clima pode esquentar na Assembleia por conta da distribuição de cargos.

O novo governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), vai fazer uma reunião com os 24 deputados na próxima segunda-feira (26) para chegar a um consenso, mas tudo precisará ser muito bem conversado para evitar problemas futuros.

Isso porque, além do poder, os cargos despertam interesses financeiros. O presidente da Assembleia Legislativa recebe R$ 15 mil a mais de salário como compensação. Mas, não é só ele que ganha mais por cargos na Mesa Diretora. O vice presidente e o 1º secretário recebem R$ 5 mil de acréscimo no salário de R$ 25 mil.

Os demais cargos da mesa não recebem adicionais e é por este motivo que muitos nem fazem questão de lançar o nome para segundo presidente ou 2º secretário, por exemplo. Eles preferem ser líder de partido, cargo que também garante os R$ 5 mil adicionais.

Na legislatura passada esta briga por cargos rendeu polêmica entre dois deputados tucanos: Onevan de Matos (PSDB) e Rinaldo Modesto (PSDB). Onevan não queria dar o posto de líder do PSDB a Rinaldo, que acabava de assumir após um tempo como suplente, e chegou a dizer que o deputado queria o cargo por causa do adicional, provocando grande constrangimento.

Desta vez Onevan voltou a provocar polêmica na Assembleia, contrariando o grupo dele e lançando o nome para disputar a presidência, mesmo sem voto. Para evitar confusão com o deputado, um dos mais antigos na Casa, ele deve ficar com a vice-presidência. Já Rinaldo deve receber o posto de líder do governo. 


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