23/03/2015 às 09h41min - Atualizada em 22/05/2015 às 14h56min

Após nora e filha de Puccinelli, filho de deputado tucano ganha cargo no TCE

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Depois de vir à tona à cedência da nora do ex-governador André Puccinelli (PMDB), Priscilla Ocáriz de Puccinelli, da Jucems (Junta Comercial de MS) para o TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado), foi revelado o mais novo contratado da Corte: Felipe Nunes Modesto de Oliveira, filho do deputado tucano, Rinaldo Modesto.

Conforme documento obtido pela reportagem, a contratação de Felipe Nunes foi assinada no dia 13 de fevereiro de 2015 pelo presidente do TCE, Conselheiro Waldir Neves. Antes de assumir a vaga de conselheiro, Waldir foi eleito deputado estadual e federal pelo PSDB.

O contrato informa que a contratação foi feita sem concurso público, por meio da rubrica Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física, para realizar o serviço nas dependências do TCE, no horário de expediente, com jornada mínima de 30h semanais, ou 120 horas mensais.

De acordo com o documento, o salário é de R$ 100 por hora, ou R$ 12 mil, que poderá ser lago em dobro no final do ano ‘a critério da administração’. O prazo de vigência mínimo é de 90 dias, podendo ser prorrogado sem limite especificado.

Felipe Nunes e o pai deputado Rinaldo Modesto (PSDB). Foto: Reprodução Facebook.

Felipe Nunes e o pai deputado Rinaldo Modesto (PSDB). Foto: Reprodução Facebook.

Após nora e filha de Puccinelli, filho de deputado tucano ganha cargo no TCE
Felipe Nunes e o pai deputado Rinaldo Modesto (PSDB). Foto: Reprodução Facebook.

Ninho

Felipe Nunes Modesto de Oliveira é recém-formado em Direito - Relações Internacionais e presidente da Juventude do PSDB.

Mesmo recém-formado, vai prestar por R$ 12 mil Assessoria em Contratos de Obras Oriundos de Convênios, na Assessoria de Obras, Engenharia e Meio Ambiente do Tribunal de Contas.

O pai de Felipe Nunes Modesto de Oliveira, deputado Rinaldo Modesto de Oliveira é o líder do Governador Reinaldo Azambuja (PSBD) na Assembleia Legislativa. Felipe também é sobrinho da vice-governadora Rose Modesto de Oliveira (PSDB) – irmã de Rinaldo.

Em postagem datada de 18 de março - mais de um mês após a contratação - na página da rede social Facebook, o deputado escreve:

“É com muito orgulho que participei da colação de grau do meu filho Felipe no curso de Relações Internacionais. Filho, continue se esforçando, fazendo o que é correto e honrando a Deus, que Ele sempre vai te abençoar”.

Nora e filha de Puccinelli ganham cargos

Antes do caso de Felipe Nunes vir à tona, já ganhava as rodas de discussões a transferência da esposa do advogado André Puccinelli Júnior (filho do ex-governador), Priscilla Ocáriz de Puccinelli. Funcionária da Jucems (Junta Comercial de MS), ela foi cedida para a Corte de Contas em meio ao polêmico projeto, que acabou retirado da Casa de Leis por Waldir Neves, que autorizava a atribuição de funções de confiança para funcionários cedidos de outros órgãos, com gratificações de até R$ 10,7 mil.

Além de Pricilla, Denise Puccinelli (filha do ex-governador), também ganhou cargo no mesmo mês que o filho do deputado Rinaldo. Ela foi nomeada no dia 25 de fevereiro na Assembleia Legislativa, no gabinete do líder do PMDB, deputado Eduardo Rocha, como Assessora de Gabinete Parlamentar XIX, com salário de R$ 6,7 mil.

Deputado suspeitou de apadrinhamento com projeto polêmico

Recentemente, um projeto polêmico de autoria do TCE foi retirado da Assembleia Legislativa pelo presidente do TCE, conselheiro Waldir Neves. Leia mais clicando aqui.

O incidente ocorreu após o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) denunciar a criação de supersalários para comissionados e a criação de número de cargos de confiança não especificado poderia abrir brecha para ‘apadrinhamentos políticos’.

A Corte de Contas enviou documento requisitando o projeto para fazer algumas adequações, logo após o presidente da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), deputado estadual Barbosinha (PSB) revelar à imprensa que a proposta seria aprovada com ressalvas, devido a vícios de inconstitucionalidade.

Ao todo 198 servidores aprovados em concurso esperam ser chamados para trabalhar na Corte. Durante a denúncia feita por Marquinhos Trad, os aprovados no concurso chegaram a ir a Casa de Leis pedir apoio dos deputados contra o projeto.


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