13/06/2015 às 07h39min - Atualizada em 13/06/2015 às 07h39min

Alecsandro se emociona e entrega camisa a Lela, o pai palmeirense

- Gazeta Esportiva

No dia seguinte à gravação do vídeo em que jurou amor à torcida flamenguista, Alecsandro se emocionou ao vestir a camisa do Palmeiras. O atacante fez questão de entregar um uniforme ao seu pai, o ex-atacante Lela, que é torcedor do clube, e ficou com os olhos marejados durante a sua apresentação.

“É uma felicidade enorme, uma situação diferente vestir a camisa do Palmeiras. Desde pequeno eu já convivia com o Palmeiras, já ouvia o hino e até ficou marcado: defesa que ninguém passa, linha atacante de raça, torcida que canta e vibra. Há muito tempo o Palmeiras faz parte da minha história e da minha vida”, disse o jogador de 34 anos, que esvaziou um copo d’água durante sua entrevista, sempre dando alguns goles para evitar chorar.

“É natural da vida realizar o sonho do seu filho e, quando isso acontece, a alegria do pai acaba sendo duas vezes maior que a do filho. Imagina o que está sendo realizar o sonho do meu pai. É realmente demais, essa é a palavra certa. Estou muito feliz”, relatou, comovido com a presença dos pais na sala de entrevistas coletivas do Palestra Itália.

“Pela primeira vez, em todos os clubes em que me apresentei, meu pai e minha mãe estão presentes. É um momento muito bacana e especial. Fico muito feliz e lisonjeado de estar aqui. Tive outras propostas de dentro e fora do Brasil, mas, primeiro, o Palmeiras me escolheu e, depois, pude escolher a Sociedade Esportiva Palmeiras. Espero realmente retribuir toda a expectativa da diretoria e do torcedor fazendo o que fiz em todos os clubes que passei: ganhar títulos e fazer gols”, prometeu.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Lela se destacou no Coritiba campeão brasileiro em 1984, mas se revelou palmeirense ao lado do filho

Lela foi atacante e destaque do Coritiba campeão brasileiro em 1984. Ao vestir a camisa 21 do Palmeiras com o seu nome nesta sexta-feira, repetiu, timidamente, sua comemoração característica, fazendo careta ao mostrar língua e as palmas das mãos ao lado do rosto. Fez questão de acompanhar a entrevista do filho, sentado na primeira fila da sala.

 

Lela criou seus filhos em Bauru (SP) e também é pai de Richarlyson, volante que atuou por mais de cinco anos no São Paulo, sendo campeão mundial e tricampeão brasileiro. O hoje jogador da Chapecoense teve duas chances de jogar no Palmeiras: em 2005, realizou exames médicos no clube e horas depois foi apresentado no Tricolor e, no início de 2012, tinha tudo encaminhado até protestos de torcidas organizadas fazerem o presidente Arnaldo Tirone desistir da contratação.

Mas Alecsandro, irmão de Richarlyson, deu a entender ser palmeirense, contando que comemorava gols na infância gritando o nome de Evair. Só não vai assumir publicamente seu clube do coração, como respeito a uma promessa feita ao irmão no começo da carreira de ambos.

“Quando comecei como profissional no Vitória e o Richarlyson, no Ituano, combinamos que não falaríamos qual era o nosso clube de coração. Sou sempre brincalhão, até um pouco mais do que o Richarlyson, e ele tinha medo de eu contar. Como combinado não é caro, não vou falar. Quem sabe, quando eu parar, sento com o Richarlyson para saber se posso dizer nosso clube do coração”, comentou Alecsandro.


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