17/06/2015 às 17h15min - Atualizada em 17/06/2015 às 17h15min

Redução de ICMS pode derrubar preço do diesel para R$ 2,73 a partir de julho

Governo quer reduzir alíquota de ICMS de 17 para 12%

- Mídia Max

O litro do diesel comum pode cair para R$ 2,73 a partir de julho se os deputados aprovarem projeto de lei do Governo do Estado que pretende reduzir de 17% para 12% a alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o combustível.

Levando em conta a estimativa de queda no preço da bomba de R$ 0,15 citada pela diretoria do Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência), aprovado o projeto, o diesel pode chegar a R$ 2,73 na Capital.

O cálculo foi feito após breve levantamento feito pelo Midiamax, subtraindo quinze centavos do litro do diesel mais barato dentre os postos pesquisados, no caso o Posto Caravágio, na BR-163, Jardim Itamaracá, o diesel está custando R$ 2,88.

No Posto América, no anel rodoviário da saída para Três Lagoas está R$ 2,89, assim como o Posto Independência, na Avenida Tamandaré, no Novo Horizonte e o Auto Posto Yokohama, na Rua Yokohama, Jardim Panamá. A média do litro do diesel comum na Capital é de R$ 3,05.

O diesel S-10, que tem média de preço de R$ 3,18 o litro, mas pode ser encontrado a R$ 3,07 no Posto América citado acima, poderá cair para até R$ 2,92.

O Sinpetro declarou não saber precisar exatamente o quanto o diesel ficará mais barato porque o projeto ainda não foi aprovado. Entretanto, o sindicato destacou que a redução de preço deve ocorrer gradativamente tão logo o projeto seja aprovado, o que foi confirmado em conversa com os donos de postos de combustíveis, que já aguardam a aprovação do projeto.

A proposta

A proposta foi levada na manhã desta quarta-feira (17) pessoalmente pelo governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), à Assembleia Legislativa. “É uma atitude ousada, que fizemos mesmo com a retração da economia, mas esperada há muito tempo pelo setor”, disse ele.

O presidente da Assembleia, deputado estadual Junior Mochi (PMDB), espera acordo de lideranças para votar o projeto em regime de urgência, já que a redução deve ser começar a valer partir de 1º de julho. A título de experiência, deverá valer até 31 de dezembro próximo: “nossa intenção é manter depois”, emendou Reinaldo.

Para continuar valendo, a redução na alíquota deve refletir em aumento no consumo. Segundo dados do governo, o projeto resultará em perdas de receita da ordem de R$ 4 milhões a R$ 7 milhões ao mês, ao passo que o principal compromisso entre o Executivo e donos dos postos é conseguir elevar o volume de vendas ao consumidor final.

O governo irá monitorar o mercado para identificar se, na prática, o projeto vai funcionar. “Esta medida abrange toda a cadeia produtiva, o comércio, a indústria, o agronegócio, e foi feita encima da responsabilidade de todos. A redução vai chegar às bombas e, com o incremento no consumo, cobrir as perdas de receita”, observou o governador.


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