01/09/2015 às 16h35min - Atualizada em 01/09/2015 às 16h35min

Ministro da Justiça vem amanhã à MS para tratar sobre conflito indígena

MPF também deve participar de encontro

O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vem a Mato Grosso do Sul na quarta-feira (2), para discutir o conflito entre índios e fazendeiros na região sul do Estado. No sábado (29), o indígena guarani-kaiowá  Semião Fernandes Vilhalva, de 24 anos foi morto com um tiro na cabeça.

A visita do ministro foi confirmada pelo governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), nesta terça-feira (1º). Segundo Azambuja, há a possibilidade do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também participar do encontro, marcado para as 10 horas, na governadoria. “Amanhã estaremos recebendo o ministro da Justiça, para uma reunião, junto com membros do MPF”, disse.

Reinaldo voltou a defender o fim do impasse entre os fazendeiros e indígenas. Ontem, ele disse que “não quer bandidos, nem heróis”, mas defende que conflito acabe. Em reunião com o Exército, ficou definido a presença de militares em quatro municípios por 30 dias. O objetivo é restabelecer o diálogo e paz na região.

A partir do documento enviado pelo governador à presidente Dilma Rousseff, a autorização do emprego das Forças Armadas foi concedida e encaminhada ao gabinete de Segurança Institucional, que repassou a missão para o Ministério da Defesa. A operação será executada pelo CMO (Comando Militar do Oeste), com o emprego de tropas que já se encontram naquela região do conflito. O Exército vai para Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista e Ponta Porã.

Ocupação

As ocupações na terra indígena começaram na madrugada do dia 22 de agosto, quando um grupo entrou na Fazenda Primavera. Desde então, o clima de insegurança se instalou na cidade, com indígenas acusando produtores rurais de espalharem boatos, para causar pânico e ruralistas afirmando que os índios não têm o direito de ocupar as propriedades rurais.

Os indígenas ergueram acampamentos em cinco propriedades: Primavera, Pedro, Fronteira, Barra e Soberania. Restam apenas duas fazendas para serem retomadas.

Na segunda-feira (31), o governo estadual assinou um pedido de Garantia de Lei e Ordem, à presidente da República, Dilma Rousseff (PT), para que mais equipes do Exército fossem enviadas ao local.


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