21/12/2015 às 13h32min - Atualizada em 21/12/2015 às 13h32min

Pedreiro de MS luta para levar remédio que diz ter descoberto até cientistas

Ele jura que criou 'anti-inflamatório milagroso'

- Mídia Max

José Odair dos Santos, de 43 anos, nos recebe com sua filha Giovana, de sete anos, em uma manhã de semana. Com a panela de feijão no fogo, conversa, se explica e ainda demora uns 10 minutos para nos apresentar a sua fórmula mágica: o extrato de uma planta que prometer ser anti-inflamatória. Preparada de uma maneira especial, guardada a sete chaves, o pedreiro afirma que foi o que fez passar suas dores.

 A história que o ajudou a desenvolver o produto começou em 2013, quando ele voltava do trabalho de bicicleta e foi atropelado por uma motorista: ficou com dores na coluna, ombro, bacia e fraturou o menisco. Passou um ano tomando remédios tradicionais para inflamação, mas nada fazia sua dor passar.

Reclamou ao médico de dores no estômago pelo uso contínuo do medicamento. Resolveu suspender o remédio por conta própria e arriscar tomar um produto natural. “Eu tinha uns 18 anos quando um conhecido me falou para comer uma fruta, que era boa para melhorar o sistema imunológico e acabar com a inflamação”.

Sem dizer o nome, José afirma ter feito um preparo diferente, concentrando uma das partes da planta da fruta. “Pesquisei na internet e achei que era anti-inflamatório, mas nunca tinham concentrando da forma que eu fiz, então arrisquei. Em três dias, passaram as dores que eu senti por um ano. Tomei por 15 dias e nunca mais senti nada. A prova disso foi que reboquei uma parede de 100 metros quadrados para uma cunhada. Não senti dor, estava curado”.

O pedreiro afirma que o poder de cura está na planta e não na sua fé. Agora, ele quer passar a receita adiante, mas não sem o consentimento do Ministério da Saúde ou de alguma instituição que pesquise a fórmula milagrosa.

Acreditando no potencial da planta, ele ligou para uma famosa fundação de pesquisas medicinais que até demonstraram interesse no projeto. “Mas quando eu disse que era pedreiro, desconversaram e já quiseram desligar”. Sem desistir no primeiro não, José procurou uma Universidade local e foi bem atendido.

“Falaram que várias pessoas levam fórmulas lá para eles pesquisarem, mas me disseram que precisam cadastrar o projeto para receber dinheiro do Governo Federal, montar equipe de pesquisa e esperar até dez anos para que vire remédio. Não quero que vire um comprimido, quero que as pessoas tenham acesso de forma natural. Só preciso saber se dá resultado mesmo, se posso liberar para as pessoas sem que possa dar algum problema”.

Coincidentemente, o motivo que afastou José da Universidade é que a motorista que o atropelou trabalha no local. “Eu a processei porque não prestou socorro, fiquei dois anos sem trabalhar. Agora já está tudo bem, mas se eu fosse lá, ela poderia me ver e achar que era perseguição”.

Ele ligou para o Ministério da Saúde e o caso foi registrado na Coordenação Geral de Doenças Transmissíveis para análise. O sonho de José é que a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) analise seu “remédio”. “Quero que eles pesquisem. Acredito que muitas pessoas possam se beneficiar dessa fórmula, que é natural. Eu já percebi que o cheiro afasta até mosquito, pode servir para espantar o mosquito da dengue também”.

A fórmula

Batizado de Giodez, em homenagem a sua filha, o líquido é esverdeado e guardado em potes de vidro na geladeira. José explica que o concentrado fica pronto em 15 minutos. “É preciso guardar no vidro, porque eu já pesquisei que em panelas de alumínio pode haver algum tipo de reação e mudar a fórmula”.

Parada, ela começa a decantar, separando partículas esbranquiçadas na água. Para tomar, ele garante, é preciso misturar. Amarga, lembra a sensação de mascar folhas de limoeiro. José garante que não é esta a base do remédio.

Nem o fruto e nem a planta foram divulgados por ele. “As pessoas podem tentar fazer e o efeito que fez em mim, pode não fazer no outro. Por isso eu quero pesquisar, para ver se é seguro”, garante. 


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