08/04/2016 às 17h36min - Atualizada em 08/04/2016 às 17h36min

Morte de cão dentro de bagageiro de empresa de ônibus provoca revolta

O animal ia de Campo Grande para Corumbá

- Mídia Max

A morte de um cão que estava sendo transportando em um ônibus da empresa Andorinha de Campo Grande para Corumbá nesta quinta-feira (7), gerou indignação, principalmente por parte de protetores dos animais. O transporte de animais domésticos no compartimento de bagagem dos ônibus de viagem ainda é um tema que gera questionamentos. De um lado, os protetores dos animais mostram indignação, afirmando que o local é inapropriado, falta ventilação e pode deixar o animal agitado; do outro a empresa de transporte rodoviário da cidade diz que segue a legislação vigente no Estado de Mato Grosso do Sul, determinada pela ANTT /AGEPAM, prevendo que o animal deve ser transportado somente no bagageiro.

Segundo as informações do site Capital do Pantanal, um Boletim de Ocorrência foi feito pelo GAPA de Corumbá (Grupo de Apoio e Proteção aos Animais), na manhã desta sexta (8), na Delegacia de Polícia, para que a Civil investigue o caso. Além disso, o grupo está buscando apoio no Ministério Público Estadual para que ocorra mudança na forma de transportar animais nos ônibus.

O fato ganhou grande repercussão nas redes sociais, com fotos e comentários sendo compartilhados. O GAPA está fazendo um abaixo-assinado online para tentar reverter a situação. Na página do Facebook do GAPA, há diversas mensagens de indignação: “Chega de animais serem transportados como objetos! Irem no compartimento de bagagens, sufocados, no meio das malas, como se fossem um trapo de roupas! Chega de animais morrendo por causa da irresponsabilidade desta empresa!”.

Andorinha

Procuradaa, a Andorinha explicou que a responsabilidade não deve cair sobre a empresa e disse respeitar a legislação. “Neste caso, inclusive, o cão veio sozinho no bagageiro, não havia malas no compartimento, apenas o animal em sua caixa de transporte. O motorista nos afirmou que o proprietário teve livre acesso ao animal durante as paradas, pôde dar água e verificar o estado de seu cão”, explica o gerente.

Segundo a empresa, foi apurado que este mesmo animal vinha de uma outra viagem de Curitiba. “Não sei afirmar se deste primeiro destino ele veio de carro ou de ônibus, mas acredito que o cão já estava esgotado, e pode ter ocorrido um excesso de medicação tranquilizante”, segundo informou o gerente da empresa, Gisiel Rodrigues, ao site Capital do Pantanal. A Andorinha afirma ainda que o passageiro, boliviano, não registrou nenhuma queixa oficial na empresa.

Legislação de Mato Grosso do Sul

A Normativa nº 18, de 18 de julho de 2006 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, afirma que o proprietário do cão ou gato, deve apresentar os seguintes documentos e respeitar algumas regras:

– Apresentar atestado sanitário emitido por médico veterinário, que comprove a saúde do animal;

– Carteira de vacinação atualizada;

– Guia de Transporte de Animal, emitido pelo Escritório da Defesa Agropecuária ou outro órgão que o substitua. O Guia tem validade para apenas um sentido da viagem.

– O animal deve ser transportado somente no bagageiro do ônibus, com utilização de caixa apropriada;

– É recomendada a utilização de tranquilizante, prescrito por médico veterinário;

– Durante as paradas o proprietário pode verificar o estado do animal, podendo entre outras ações alimentá-lo;

– A empresa em nenhuma hipótese se responsabilizará pelo estado do animal, se vier a adoecer ou morrer.

Já os cães guia, possuem livre acesso em todo o território nacional, independente do porte tem prerrogativa para viajar ao lado de seu proprietário e não gera custos para o passageiro. A lei vigente é a federal n° 11.126/2005.


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