25/04/2016 às 14h43min - Atualizada em 25/04/2016 às 14h43min

Após envenenamento de 6, agentes param serviços de rotina na Máxima

Eles exigem posicionamento do governo

- Mídia Max

Na manhã desta segunda-feira (25), após reunião com o Sinsap (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul), agentes penitenciários que atuam no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande decidiram paralisar os serviços de rotina. Se não houver acordo com o governo, greve geral pode ocorrer no dia 2 de maio.

De acordo com o sindicato, a paralisação foi solicitada pelos servidores, que decidiram se reunir no presídio nesta manhã. Os agentes afirmam que trabalham com medo, por conta dos últimos acontecimentos, como a intoxicação de seis agentes e ameaças sofridas. As atividades, que já estão paralisadas, são o banho de sol, trabalhos, visitas, escola, entre outras que os presos fazem dentro do estabelecimento.

Com isso, os detentos permanecerão nas celas, mas os agentes seguem atuando no presídio. Ainda conforme o sindicato, mesmo após seis agentes serem intoxicados, os presos seguem cozinhando no presídio e o governo ainda não tomou atitudes quanto a isso. Segundo o Sinsap, havia reunião prevista com os representantes do governo, mas foi desmarcada.

Intoxicação

Seis agentes penitenciários começaram a passar mal, nesta quarta-feira (20), no presídio de Segurança Máxima de Campo Grande depois de tomarem um café, deixado pelos detentos aos agentes, na passarela que dá acesso ao pavilhão.

Na garrafa de café que foi deixada na passarela que dá acesso ao Pavilhão II, onde no dia 13 foi feito um 'pente-fino' que teria resultado em vários ataques à ônibus na Capital, foi encontrado um pó branco, que será periciado. Os agentes que tomaram o café dessa garrafa foram os que sofreram intoxicação. Dois detentos, responsáveis por deixarem o café na passarela, são interrogados.


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