30/04/2016 às 08h58min - Atualizada em 30/04/2016 às 08h58min

Hospital Universitário suspende 39 cirurgias por falta de materiais básicos em Dourados

- Dourados News

Em pouco mais de uma semana, o HU-UFGD (Hospital Universitário de Universidade Federal da Grande Dourados) suspendeu 39 cirurgias eletivas por falta de materiais como gaze e aventais descartáveis. Segundo a instituição, a situação é regularizada e a previsão é de que seja normalizada na segunda-feira (02).

Foi necessária a suspensão de 18 cirurgias que estavam agendadas para quarta (20), sexta (22) e segunda-feira (25), e posteriormente 21 agendadas para esta quarta (27), quinta (28) e sexta-feira (29). Segundo informou o HU-UFGD através de nota, o problema foi ocasionado por "conta do atraso na entrega de gaze pelo fornecedor, problema que se repetiu com os aventais cirúrgicos descartáveis".

Ainda segundo o Hospital, o fornecimento foi normalizado na segunda-feira (25) e o estoque regularizado. Já com relação aos aventais, como solução imediata foram emprestadas 60 unidades do Hospital da Vida, para serem usadas "em procedimentos de emergência e partos". Também foram confeccionados "150 aventais em tecido pela equipe de costura do HU-UFGD".

Com essas medidas adotadas, as cirurgias voltam a ser realizadas na próxima segunda-feira. Os pacientes que sofreram adiamento das cirurgias estão sendo remanejados para datas próximas. Estes procedimentos serão colocados como prioritários, segundo divulgou o órgão.

Ainda em nota, o HU-UFGD ainda justificou em nota que "não tem como prever que o fornecedor não vai entregar ou vai falhar na execução do contrato, mas, ainda assim, quando se depara com a situação, busca todas as formas legais para a solução do problema, esforçando-se para impedir faltas no atendimento ou a interrupção/suspensão de serviços, o que nem sempre é possível".

O Hospital também alegou que o atraso por parte de fornecedores é um problema recorrente e enfrentado também por outras instituições de saúde. Nessas situações, o hospital abre processo administrativo pra apurar "a responsabilidade do fornecedor e concomitante abertura de processo licitatório para compras emergenciais", esclarece. Atualmente, o Hospital tem "120 processos administrativos instaurados para apurar a responsabilidade de fornecedores por inexecução contratual (não entrega de bens ou serviços ou falha na entrega)".

Conselho vai reunir com HU para falar do problema

Segundo a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Berenice Machado, a falta de insumos, assim como a suspensão de cirurgias é um problema grave. "Apesar de a cirurgia eletiva poder ser agendada, uma cirurgia como esta que não é feita ou demora, um dia se torna de emergência e acaba superlotando outras unidades de saúde", explica ela.

Berenice ainda alerta que o órgão tem recebido uma série de denúncias de falta de materiais relacionadas ao HU-UFGD, incluindo das gazes e aventais que culminaram na suspensão de cirurgias. Diante disso, pediram uma auditoria no Hospital por parte do Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS) e Secretaria Municipal de Saúde.

Ainda será realizada uma reunião extraordinária do Conselho Municipal de Saúde para tratar do tema, na próxima quarta-feira (04), a partir das 14h na Casa dos Conselhos. Segundo Berenice, esta será com a presença de diretores do HU-UFGD.


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