01/12/2016 às 10h15min - Atualizada em 01/12/2016 às 10h15min

TRE-MS inocenta Grazielle Machado em ação por postagem no Facebook sobre episódio ocorrido em Fátima do Sul

Representação que a questionava por uma mensagem postada no Facebook

- FÁTIMAEMDIA, com o Mídia MAx
Assessoria

O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) de Mato Grosso do Sul aceitou o recurso proposto pela deputada estadual Grazielle Machado (PR) contra uma representação que a questionava por uma mensagem postada no Facebook, por um episódio ocorrido durante as eleições na cidade de Fátima do Sul.

No recado, a parlamentar diz que tinha sido vítima de agressões verbais enquanto fazia campanha política durante as eleições municipais de Fátima do Sul.

O episódio em questão ocorreu um mês antes da eleição. Grazielle foi para Fátima do Sul e lá, segundo a mensagem, teria sido insultada e ameaçada por correligionários do atual prefeito da cidade, Júnior Vasconcelos, do PSDB, derrotado nas urnas nas eleições de outubro.

“Triste pela agressão verbal, xingamentos, polícia, BO. A rua é pública, posso ir e vir por onde quiser, estava tomando água. Eles acham que eu provoquei por sentar e tomar uma água e, comprar meu chapéu”, diz trecho da postagem da deputada.

Depois de a mensagem correr pelas redes sociais, com fotografias e policiais ao arredor da deputada, a coligação do atual prefeito quis processar Graziella Machado.

No entanto, o TRE não viu importância na representação contra a deputada, note: “efetivamente, exigir isenção e imparcialidade nos relatos que ambos os contendores fizeram das refregas e escaramuças noticiadas na eleição estaria em desacordo com a natureza humana, reconhecidamente sujeita a arroubos e paixões, e seus vieses cognitivos”, diz trecho da sentença, que logo arrematou:

“Inexistindo, pois, qualquer ilicitude na postagem, dá-se provimento ao recurso para reformar a sentença e julgar improcedente a representação”.

Ainda segundo interpretação da corte eleitoral, “as críticas dirigidas a candidatos e seus correligionários são esperadas, e é do jogo democrático rebatê-las. Os eleitores têm o direito de saber o que se passa nas campanhas, decidindo quem está com a razão, e qual é merecedor do voto”.


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