05/07/2018 às 16h40min - Atualizada em 05/07/2018 às 16h40min

Dólar fecha acima de R$ 3,93, no maior valor desde março de 2016

- G1
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O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (5), no maior patamar em mais de dois anos, com o foco na cena externa em dia de divulgação da ata do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, pela qual foi reforçada a percepção de mais elevações nos juros neste ano, destaca a Reuters.

A moeda norte-americana subiu 0,5%, vendida a R$ 3,932, no maior valor desde março de 2016. Já o dólar turismo era vendido perto de R$ 4,09, sem considerar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Variação do dólar em 2018
Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamento
em R$dólar comercialdólar turismo (sem IOF)12/128/115/122/129/15/214/221/228/27/314/321/328/35/412/419/426/44/0511/518/525/54/611/618/625/062/733,253,53,7544,25
27/4
dólar turismo (sem IOF): 3,61
Fonte: Valor PRO

A ata do Fed reforçou a ideia de que o Fed está preocupado com a evolução do cenário macroeconômico e com os eventuais impactos das tensões comerciais no mundo à economia local

O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real.

 

"O Fed colocou que os riscos se intensificaram para a economia dos EUA mas, em princípio, continuará subindo os juros", afirmou à Reuters o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior.

Na reunião em que foi decidida a elevação dos juros nos EUA, os membros do Fed discutiram se há uma recessão próxima. Também expressaram preocupações de que as tensões no comércio global possam atingir a economia norte-americana, que, pela maioria dos indicadores, parecia forte.

De modo geral, a expectativa é de que os juros sejam elevados mais duas vezes neste ano.

 

Ainda no exterior, os mercados também estavam atentos à guerra comercial e ao prazo de sexta-feira em que os Estados Unidos devem adotar taxas sobre produtos chineses, o que pode gerar retaliações da China como resposta.

Atuação do BC

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em agosto, no total de US$ 14,023 bilhões.

Com isso, rolou o equivalente a US$ 2,8 bilhões do total que vence no próximo mês. Como tem feito recentemente, o BC não anunciou intervenção extraordinária no mercado de câmbio para este pregão, mas, ainda segundo a Reuters, já havia especulações de que pode voltar a qualquer momento devido à alta cotação da moeda norte-americana.


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