31/10/2018 às 07h53min - Atualizada em 31/10/2018 às 07h53min

Operação Pregão cumpre mandados de prisão e busca por fraude em licitações no município de Dourados

Desde o amanhecer, equipes começaram a chegar em residências e empresas da cidade.

- DOURADOS AGORA

Fotos - Cido Costa/DouradosAgora
O Ministério Público Estadual (MPE) deflagrou no início da manhã desta quarta-feira (31) a mega-operação Pregão, que cumpre mandados judiciais em Dourados. O despacho foi assinado pelos juízes de Direito Luiz Alberto de Moura Filho e César de Souza Lima, da 1ª Vara Criminal de Dourados.

Desde o amanhecer, equipes começaram a chegar em residências e empresas da cidade. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva de agentes públicos e políticos de Dourados, ligados à Câmara e Prefeitura de Dourados; 16 de busca e apreensão, tanto no município quanto na Capital. Numa empresa de energia, a polícia apreendeu documentos e computadores.

Segundo a polícia, as investigações têm por objetivo esclarecer a atuação de uma suposta organização criminosa composta por agentes públicos, políticos e empresários, visando a pratica de diversos crimes incluindo fraude em licitação, dispensa indevida de licitação, falsificação de documentos, advocacia administrativa, além do crime conta a ordem financeira e da incidência na conduta descrita no artigo 5º,- IV, da Lei Anticorrupção, notadamente em razão de fraudes em licitações e contratos públicos, praticados, em tese, durante a atual gestão municipal.

A operação do MPE conduzida por intermédio do promotor de Justiça Ricardo Rotunno, da 16ª Promotoria de Justiça de Dourados, conta com o apoio dos Promotores de Justiça Élcio Félix D’Angelo, Izonildo Gonçalves de Assunção Júnior, Luiz Gustavo Camacho Terçariol, Etéocles Brito Mendonça Dias Júnior e do Promotor de Justiça Coordenador do Grupo Especializado no Combate à Corrupção/MPMS (GECOC), Adriano Lobo Viana de Resende, bem como do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron).

No total, participaram da operação 13 (treze) equipes, compostas por aproximadamente 75 (setenta e cinco) policiais militares, civis e servidores, além dos 6 (seis) Promotores de Justiça de Dourados e Campo Grande.

O nome da operação "Pregão", refere-se à modalidade de procedimento licitatório mais utilizada pelos investigados em sua atuação.

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