27/03/2019 às 09h44min - Atualizada em 27/03/2019 às 09h44min

Irmãs adolescentes com passagens pela polícia são flagradas cozinhando na casa que tentavam furtar em Fátima do Sul

De acordo com a polícia, a menina de 14 anos tem nove passagens por furtos e tentativas, e a de 15, tem 13.

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Irmãs reviraram casa de caminhoneiro e aproveitaram para cozinhar, em Fátima do Sul. — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Duas irmãs adolescentes foram apreendidas nesta segunda-feira (25), após tentativa de furto à casa de um caminhoneiro, em Fátima do Sul, a 238 km de Campo Grande. De acordo com a polícia, as meninas haviam sido liberadas há 12 dias da Unidade Educacional de Internação (Unei) de Dourados (MS) depois de ficarem 45 dias internadas pelo mesmo crime.

Segundo o delegado Bruno Humelino, as jovens estavam na parte interna da residência quando o proprietário chegou:

"Ele voltou antes do previsto e viu que tinha gente dentro casa. Ele acionou a polícia e quando encontramos as meninas, elas estavam cozinhando e com o ar-condicionado ligado", explica ao G1.[Irmãs reviraram casa de caminhoneiro e aproveitaram para cozinhar, em Fátima do Sul.

Segundo o delegado, a casa estava toda revirada, vários eletrodomésticos jogados no chão e as roupas que seriam levadas, estavam dobradas. Elas teriam usado uma escada para entrar no local.

"Elas disseram uma história sem fundamento onde uma amiga teria sido contratada pelo caminhoneiro para limpar a casa dele e estariam lá para ajudá-la. Essa versão foi negada pela vítima e a suposta menina não foi identificada", explica.[Antes de furtarem roupas, adolescentes prepararam um almoço, na casa de caminhoneiro em Fátima do Sul.

As irmãs já foram apreendidas no dia 26 de janeiro deste em ano após furtarem lojas na cidade de Fátima do Sul e viajarem para Dourados com R$ 20 mil em mercadorias, entre roupas e bolsas.

A mais velha tinha 13 passagens por furtos e tentativas, e a outra, nove, na maioria dos casos envolvendo roupas. As duas estão na delegacia da cidade aguardando vaga para serem transferidas novamente para a Unei.

Humelino diz que a internação provisória foi decretada novamente, mas reforça que a legislação impede que o prazo dessa medida seja superior a 45 dias: "Em breve elas serão desinternadas e, muito provavelmente, voltarão a furtar", finaliza.

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