27/03/2020 às 11h24min - Atualizada em 27/03/2020 às 11h24min

Prefeita de Dourados recebe empresários, mas assessor garante que quarentena não muda

Em transmissão ao vivo no Facebook, Alexandre Mantovani disse que comércio vai continuar fechado em Dourados

Campo Grande News

A prefeitura não vai, pelo menos por enquanto, flexibilizar as medidas de quarentena contra o novo coronavírus adotadas nesta semana em Dourados, a 233 km de Campo Grande. A garantia foi dada em transmissão ao vivo no Facebook pelo assessor especial do gabinete da prefeita Délia Razuk (PTB) Alexandre Mantovani, que integra o comitê local do coronavírus.

A declaração de Mantovani ocorreu no momento em que empresários locais protestavam em frente à sede da prefeitura, na Rua Coronel Ponciano, após carreata que cortou a cidade de oeste a leste nesta sexta-feira para defender a reabertura do comércio.

“Segue protocolo regido pela OMS (Organização Mundial da Saúde), do Ministério da Saúde e o comitê do coronavírus em Dourados. Movimentos são legítimos e necessários. A flexibilização de algumas normas acontecerá, mas não agora. Estamos trabalhando para esse prazo ser reduzido, mas vale mais a vida do que os prejuízos”, afirmou Mantovani, que é advogado e também presidente a Subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Dourados.

No momento do anúncio feito pelo assessor do gabinete, os comerciantes esperavam para se reunir com a prefeita Délia Razuk e pedir a abertura das lojas já a partir de segunda-feira (30). A reunião com a prefeita começou em seguida.

Hoje cedo, a Associação Sul-Mato-Grossense de Defesa dos Direitos dos Usuários de Políticas Públicas protocolou documento na prefeitura defendendo a flexibilização das medidas.

No documento, a entidade cita que várias cidades brasileiras estão retomando as atividades e que o fechamento das empresas vai afetar principalmente o trabalhador e o micro e pequeno empresário.

Entre as ações a serem adotadas, a associação pede transporte público funcionando com 50% da capacidade, liberação de funcionamento das lojas com metade dos funcionários, horário reduzido e com medidas para evitar aglomeração e retorno do atendimento bancário.

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