26/06/2020 às 16h30min - Atualizada em 26/06/2020 às 16h30min

Contas da Energisa ficam 6,9% mais caras a partir de quarta-feira em MS

Reajuste na área de concessão da Energisa em MS foi aprovado em abril e adiado com a pandemia de coronavírus; Concen quer reduzir índice

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As contas de energia elétrica na área de atuação da Energisa em Mato Grosso do Sul vão ficar 6,9% mais caras a partir de quarta-feira (1º). A majoração havia sido aprovada em abril pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), mas foi prorrogada por conta da pandemia de coronavírus (Covid-19).

Com a alta, o Concen-EMS (Conselho de Consumidores na Área de Concessão da Energisa MS) pede atenção aos consumidores em relação ao uso de eletricidade, ao mesmo tempo em que discute na Aneel a revisão do percentual de reajuste.

“É preciso estar atento ao consumo. Como as temperaturas estão mais baixas, com a chegada do inverno, os custos tendem a subir em função do uso do chuveiro elétrico”, afirmou a presidente, Rosimeire Costa.Saiba MaisNa pandemia, trabalhadores da construção pesada terão reajuste salarial de 3,92%16h34 - 22/06/2020Aneel confirma bandeira verde nas contas de energia elétrica do país em maio17h46 - 26/04/2020A agência ainda ao se posicionou sobre recurso do Concen sobre o percentual de reajuste. A entidade destaca que, apesar de o aumento só ser concedido agora, a Energisa não ficou sem arrecadar no período, em que fará o diferimento da parcela da Conta de Desenvolvimento Energético –de R$ 42 milhões, a ser recomposto em seis meses com correção pela Selic.

O efeito financeiro dessa conta só será sentido pelos consumidores no reajuste de 2021.

Concen destaca sobrecálculo em item que compõe a tarifa de energia

O Concen apontou, entre suas alegações no recurso para reduzir o índice de reajuste, que a própria Aneel admitiu que houve um “sobrecálculo” no risco hidrológico, que representa 40% do cálculo, de acordo com a entidade.

A falha estaria no fato de não terem sido consideradas as chuvas abundantes que encheram os reservatórios das hidrelétricas no início do ano, nem a redução da demanda de energia por conta da pandemia.

“Solicita-se, portanto, que a Aneel atenha-se ao estabelecido no que está regulado e leve em conta dados atualizados para o cálculo de Risco Hidrológico retificando os cálculos e reduzindo o valor desse efeito nos componentes financeiros do processo atual de 3,03% para 0,92%, reduzindo o reajuste tarifário de 6,90% para 4,76%”, destaca o recurso.
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