28/08/2020 às 08h28min - Atualizada em 28/08/2020 às 08h28min

Após dois meses e meio sem vítimas, dengue volta a matar em Mato Grosso do Sul

Secretaria de Saúde confirmou três novas mortes pela doença; Estado soma 42 mortes no ano

Depois de dois meses e meio sem registrar mortes, a dengue voltou a fazer vítimas em Mato Grosso do Sul.

De acordo com boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (27), foram confirmados três novos óbitos no Estado, que soma 42 mortes no ano. Desde o dia 11 de junho não havia mortes pela doença.

Uma das vítimas é um homem de 72 anos, morador de Itaporã, que sofria de doença renal crônica e morreu no dia 5 de junho, mas houve a comunicação tardia à Secretaria Estadual de Saúde.  

Em Miranda, a dengue vitimou uma mulher de 68 anos, que tinha como comorbidade hepatopatias e tabagismo; e em Anastácio vítima era mulher de 58 anos, com obesidade, cardiopatia crônica e tabagismo.

Outras 39 mortes registradas no ano ocorreram em Campo Grande (7), Corumbá (4), Dourados (3), Naviraí (3), Chapadão do Sul (2), Ponta Porã (2), Caarapó (2), Mundo Novo (2) e Sete Quedas, Itaquiraí, Laguna Carapã, Ivinhema, Nova Andradina, Sidrolândia, Bodoquena, Aquidauana, São Gabriel do Oeste, Itaporã, Pedro Gomes, Costa Rica, Cassilândia e Paranaíba.  

Em todo o ano passado, 29 pessoas morreram de dengue em Mato Grosso do Sul, sendo que em oito meses deste ano mortes já são 41% maiores.  

De janeiro até esta quinta-feira (27) foram notificados 68.029 casos suspeitos de dengue no Estado.  

Taxa de incidência de dengue é de 2.448,0, o que o mantém o Estado em segundo lugar no ranking de estados com maior incidência da doença no País.  

É considerada alta incidência quando há mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes. Todos os 79 municípios do Estado se enquadram nesta definição.

Dengue

Dengue é uma doença febril aguda, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. 

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), enquanto a maioria dos pacientes se recupera após evolução clínica leve e autolimitada, uma pequena parte progride para doença grave. Fatores de risco individuais determinam a gravidade da doença e incluem idade, comorbidades (doenças pré-existentes) e infecções secundárias.  

Principal forma de prevenção é evitar água parada em qualquer local em que ela possa acumular, que são locais de criadouro do mosquito, que também transmite zika e chikungunya.

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