O Brasil enfrenta o Haiti nesta sexta-feira (19), às 20h30 (horário de MS), pela segunda rodada da Copa do Mundo de 2026. Após estrear com empate por 1 a 1 contra Marrocos, a Seleção Brasileira soma um ponto e precisa vencer se quiser ter a chance de assumir a primeira posição do grupo nesta rodada.
No entanto, a classificação como líder do grupo pode não ser o melhor caminho para o Brasil. Com o novo formato da Copa, agora com 48 seleções, um desempenho pior pode fazer com que a Seleção tenha adversários mais fracos nas primeiras fases eliminatórias. O Jornal Midiamax te explica tudo sobre o novo modelo, os cenários e adversários possíveis do Brasil na próxima fase.
Melhores terceiros
Até 2022, 32 seleções jogavam o Mundial, distribuídas em oito grupos com quatro times. Assim, os dois melhores colocados de cada grupo avançavam para as oitavas de final e se eliminavam progressivamente, até restarem os dois finalistas.
Porém, com a ampliação de 32 para 48 países, a edição deste ano enfrentava um problema: chegar a um número potência de 2 (16, 32, 64…), para que tivesse um chaveamento completo e simétrico. Os 48 times, então, foram divididos em 12 grupos com quatro. Os dois melhores se classificam direto para a próxima fase, totalizando 24 classificados.
O número mais próximo capaz de realizar um chaveamento simétrico é 32. Por isso, os oito melhores 3ºs colocados também avançam pra fase mata-mata.
Definição dos confrontos
A Fifa (Federação Internacional de Futebol) definiu, previamente, os cruzamentos dos classificados para o mata-mata. No entanto, como não era possível prever quais serão os oito grupos com terceiros classificados, o chaveamento pode variar.
Alguns confrontos já estão certos. O segundo colocado do Grupo A (que contém México, África do Sul, Coreia do Sul e Tchéquia) irá enfrentar o segundo colocado do Grupo B (com Canadá, Bósnia e Herzegovina, Catar e Suíça), assim como o primeiro do Grupo J (de Argentina, Áustria, Argélia e Jordânia) encara o segundo do Grupo H (de Espanha, Uruguai, Cabo Verde e Arábia Saudita).
Outros grupos seguem indefinidos. Por exemplo, o primeiro colocado do Grupo E (de Alemanha, Costa do Marfim, Equador e Curaçao) vai enfrentar o terceiro colocado que pode vir dos grupos A, B, C, D ou F. Assim, é impossível prever todos os confrontos da primeira fase do mata-mata, que antecede as oitavas.
E o Brasil?
O Brasil foi sorteado para o Grupo C, junto de Marrocos, Escócia e Haiti. Os cruzamentos já estão definidos caso a Seleção se classifique nas primeiras posições.
Com a liderança do grupo, enfrenta o segundo colocado do Grupo F, que contém Japão, Holanda, Suécia e Tunísia. Mas se passar em segundo, pega o primeiro colocado do Grupo F.
Assim, o Brasil pode enfrentar logo no primeiro mata-mata a seleção japonesa, invicta contra europeus desde 2018 e com vitória sobre a Seleção Brasileira em 2025; ou os holandeses, que ocupam a 8ª posição no ranking da Fifa. Caso avance, pode pegar nas oitavas o vencedor de Costa do Marfim e Noruega, por exemplo, e a Croácia, novamente nas quartas.
Em terceiro é melhor?
Há também a possibilidade do Brasil se classificar em 3º colocado. Com isso, obrigatoriamente a seleção fugiria do Japão ou da Holanda e teria duas possibilidades: ter caminho mais fácil nos 16 avos de final e oitavas, ou pegar outra ‘pedreira’ logo de cara.
Pelos cruzamentos, o terceiro do Grupo C, do Brasil, pode enfrentar os primeiros colocados dos grupos A, E ou I. Assim, tem como possíveis adversários o México, a Alemanha e até a favorita França.
O Jornal Midiamax simulou um cenário para cada. Vale lembrar, no entanto, que existem várias possibilidades para cada um, já que não há definição exata dos grupos que sairão os terceiros classificados.
México
Para pegar o caminho mais fácil, contra o México, o Brasil pode terminar em terceiro e torcer para os grupos A, H, K e L não terem classificados na terceira posição. Assim, enfrentaria o México nos 16 avos de final e o vencedor de Croácia x Senegal nas oitavas. Em uma possível quartas de final, teria pela frente Marrocos, Holanda, Costa do Marfim ou Noruega.
Alemanha
Já para pegar a Alemanha, algoz do Brasil em 2014 no inesquecível 7 a 1, os grupos A, E, K e L foram os quatro com apenas dois classificados. Nesse cenário, o Brasil enfrentaria a Alemanha nos 16 avos e ainda poderia pegar a França nas oitavas. O alívio ficaria caso eliminasse as duas seleções europeias, em uma possível quartas de final contra Coreia do Sul, Canadá, Japão ou Escócia.
França
A Seleção também pode enfrentar a França, caso os grupos D, F, G e H tenham apenas os dois primeiros classificados. Se avançasse, poderia encarar a Alemanha nas oitavas e o Japão nas quartas.
Além disso, mesmo o Brasil passando em terceiro, os adversários podem ser outros, desde que sejam do mesmo grupo. A projeção, pelos primeiros resultados e pelo favoritismo, é que Alemanha, França e México terminem na primeira posição de seus grupos. Porém, tropeços na segunda e na terceira rodada podem mudar o rumo das seleções e do adversário do Brasil.