Espanha supera a Argentina no tempo extra e conquista o bicampeonato

Ferran Torres marcou o gol do título no tempo extra; espanhóis voltam a conquistar a Copa do Mundo após 16 anos

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Espanha supera a Argentina no tempo extra e conquista o bicampeonato
Divulgação FIFA


Copa do Mundo

Copa do Mundo 2026: Espanha supera a Argentina no tempo extra e conquista o bicampeonato

Ferran Torres marcou o gol do título no tempo extra; espanhóis voltam a conquistar a Copa do Mundo após 16 anos

19/07/2026 19h02 Atualizado há 3 minutos

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[Ferrna Torres comemora o gol da Espanha]
Ferrna Torres comemora o gol da Espanha — Foto: FRANCK FIFE / AFP

A Espanha conquistou o bicampeonato da Copa do Mundo ao vencer a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, neste domingo (19), no Estádio de Nova York/Nova Jersey, nos Estados Unidos. Ferran Torres marcou o gol do título logo no primeiro minuto da etapa final do tempo extra, após Nico Williams ajeitar a bola de cabeça.

A seleção espanhola dominou a decisão, criou as principais oportunidades e aproveitou a vantagem numérica depois da expulsão de Enzo Fernández nos acréscimos do tempo regulamentar. Campeã pela primeira vez em 2010, a Espanha voltou ao topo do futebol mundial 16 anos depois e impediu a Argentina de conquistar o quarto título na provável despedida de Lionel Messi das Copas.

[Ferrna Torres comemora o gol da Espanha — Foto: FRANCK FIFE / AFP]

Ferrna Torres comemora o gol da Espanha — Foto: FRANCK FIFE / AFP

Antes de a bola rolar, o público acompanhou uma grande festa de encerramento da Copa do Mundo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também estava no estádio e assistiu à decisão em um camarote protegido por vidros blindados.

[Donald Trump e Gianni Infantino — Foto: ODD ANDERSEN / AFP]

Donald Trump e Gianni Infantino — Foto: ODD ANDERSEN / AFP

Em sua primeira participação de destaque na partida, aos quatro minutos, Lamine Yamal fez boa jogada pelo lado direito, tabelou com Dani Olmo e finalizou. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez conseguiu fazer a primeira defesa da final e evitou o gol espanhol.

A Espanha dominou a posse de bola nos primeiros 20 minutos e controlou a partida ao seu estilo, trocando passes e ocupando o campo ofensivo. A Argentina se manteve mais fechada e tentou encontrar espaços para sair em velocidade, mas teve dificuldades para chegar ao gol adversário.

O sol forte na região metropolitana de Nova York e o horário local da partida também ajudaram a explicar o ritmo mais estudado da decisão. As duas seleções administraram o desgaste e correram poucos riscos durante boa parte da etapa inicial.

Na reta final do primeiro tempo, a Espanha aumentou a pressão e empurrou a Argentina para trás. Aos 38 minutos, a equipe construiu a jogada no campo ofensivo e a bola sobrou para Oyarzabal finalizar, mas Dibu Martínez fez a defesa.

A Argentina ainda sofreu uma baixa aos 43 minutos. Lisandro Martínez deixou o campo com dores, pela linha de fundo, e foi substituído por Nicolás Otamendi.

Apesar do maior controle espanhol, nenhuma das seleções conseguiu criar uma oportunidade realmente decisiva antes do intervalo.

Segundo tempo termina com pressão espanhola, expulsão argentina e defesa espetacular de Dibu

O segundo tempo da final da Copa do Mundo repetiu inicialmente o cenário da primeira etapa, com a Espanha controlando a posse de bola e a Argentina recuada. A partida, porém, ganhou emoção nos minutos finais, com oportunidades para os dois lados, a expulsão de Enzo Fernández e uma defesa espetacular de Dibu Martínez no último lance dos 90 minutos.

A Argentina voltou do intervalo com Paredes no lugar de Nico González. Logo no primeiro minuto, o meio-campista errou um passe no campo defensivo, e Baena recuperou a bola, ajeitou e finalizou. Dibu Martínez fez boa defesa na primeira conclusão da etapa final.

Aos 12 minutos, o técnico argentino realizou sua terceira substituição na partida, com a entrada de Molina no lugar de Montiel. Antes, Otamendi havia substituído o lesionado Lisandro Martínez ainda no primeiro tempo.

A Espanha começou a renovar a equipe aos 15 minutos. Ferran Torres e Pedri entraram nos lugares de Oyarzabal e Fabián Ruiz, respectivamente. As mudanças mantiveram a seleção espanhola no campo ofensivo.

Mesmo sem acumular muitas finalizações, a Espanha rondou constantemente a área argentina e conseguiu uma sequência de escanteios. Sem o mesmo vigor apresentado nos jogos anteriores e com poucas opções para escapar da pressão, a Argentina teve dificuldades para avançar.

Foi após uma dessas investidas que a Espanha quase abriu o placar, aos 21 minutos. Lamine Yamal cruzou para a área, e Ferran Torres cabeceou com perigo, mas Dibu Martínez fez mais uma boa defesa.

Aos 30, a seleção espanhola realizou outras duas alterações. Dani Olmo e Baena deixaram o campo para as entradas de Mikel Merino e Nico Williams.

Um minuto depois, Pedri recebeu no campo ofensivo, dominou e finalizou no centro do gol, novamente para a defesa de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí arriscou de longe, e o goleiro argentino rebateu para o lado. Merino correu até a linha de fundo, evitou a saída da bola e manteve o ataque espanhol.

A pressão continuou aos 35 minutos. Depois de uma cobrança curta de escanteio e de uma jogada trabalhada por Nico Williams, Laporte cabeceou com perigo, mas Dibu Martínez voltou a impedir o gol da Espanha.

A partida ficou aberta nos acréscimos. Aos 47 minutos, Giuliano Simeone recebeu pela direita e cruzou para a defesa do goleiro espanhol. Na sequência, Nico Williams puxou um contra-ataque espanhol e chutou para outra defesa de Dibu.

Logo depois, Enzo Fernández fez uma entrada duríssima em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. A Argentina terminou o tempo regulamentar com dez jogadores.

  No último lance dos 90 minutos, Lamine Yamal cobrou uma falta com a perna esquerda e obrigou Dibu Martínez a realizar a defesa mais espetacular da partida. O goleiro argentino voou para espalmar a bola e mandá-la para escanteio, preservando o empate por 0 a 0 e levando a final para a prorrogação.

Show do intervalo

O primeiro show do intervalo de uma final de Copa do Mundo reuniu alguns dos maiores nomes da música internacional. Madonna entrou em campo acompanhada pelos ex-jogadores Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, e a apresentação também contou com Shakira, BTS, Justin Bieber, Burna Boy, Coldplay, o coral infantil PS22 e o maestro Gustavo Dudamel.

O espetáculo, inspirado nos tradicionais shows do Super Bowl, durou pouco mais de 11 minutos. Durante a apresentação, o telão do estádio exibiu uma homenagem a Pelé, que morreu em dezembro de 2022, poucos dias depois do encerramento da Copa do Mundo do Catar. 


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