14/12/2015 às 13h37min - Atualizada em 14/12/2015 às 13h37min

Presa quadrilha especializada em puxar carros para o Paraguai usando crianças

- Conjuntura Online

A quadrilha presa nesta segunda-feira (14), por roubar uma caminhonete e abusar da vítima na última sexta-feira (11), era especializada em levar veículos roubados para o Paraguai usando mulheres e crianças, segundo o delegado Cleverson Alves do Santos, chefe do Setor de Investigação Geral do Departamento de Polícia da Capital.

O objetivo era tentar despistar e evitar abordagens no trajeto até o país vizinho, por isso, o grupo costumava levar crianças e mulheres como passageiros, disse Santos ao G1. A polícia monitorava a quadrilha há cerca de dois meses e descobriu que o bando levou um lote de veículos roubados para a fronteira.

"Eles geralmente viajavam com veículo usando mulheres e crianças junto com o criminoso para dissimular a prática delituosa e facilitar a passagem pelas barrerias policiais [...] Essa quadrilha vem praticando esse tipo de crime já há um bom tempo na capital e na data de ontem recebemos a informação que o veículo, que tinha sido roubado no dia 11, no qual eles abusaram sexualmente da vítima, estaria deslocando para o Paraguai", explicou.

Com apoio da PRF (Polícia Rodoviária Federal), a polícia abordou o condutor da caminhonete em Sidrolândia, a 64 km de Campo Grande. No veículo estavam um homem de 29 anos e o enteado dele, de 10 anos. O veículo foi recuperado.

A partir dessa prisão, a polícia chegou a outros seis envolvidos, sendo cinco homens e duas mulheres. Todos os integrantes são de alta periculosidade e fazem parte de uma facção criminosa que tem se instalado em Mato Grosso do Sul, conforme Santos.

Divisão

Mensagens e trocas de informações encontradas nos celulares dos presos demonstram que a quadrilha agia a partir da divisão de tarefas entre os membros, segundo o delegado. A renda obtida com os crimes era destinada em partes para a própria quadrilha e também para pagar uma espécie de pedágio para a facção criminosa.

"Geralmente dois desses elementos abordavam as vítimas, o veículo era roubado, subtraído e deixado em uma casa na capital, geralmente dois, três dias, que eles chamam para resfriar, e depois um terceiro indivíduo descia com esse veículo para o Paraguai", detalhou.

Durante as prisões, em vários pontos diferentes da capital, foram apreendidas duas armas de fogo, sendo uma pistola 9 mm de uso restrito e um revólver calibre 38, e mais de 100 munições de diversos calibres. Celulares de vítimas e outros objetos roubados também foram recuperados. Os presos vão responder por associação criminosa, receptação, roubo majorado pelo emprego de arma, restrição de liberdade e estupro.


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