22/12/2015 às 10h20min - Atualizada em 22/12/2015 às 10h20min

Pastor cita brigas conjugais para ‘explicar’ estupro de menina de 13 anos

- Mídia Max

O pastor de 46 anos investigado pela Depca (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente) por estupro de vulnerável alegou em depoimento que começou a se aproximar da adolescente de 13 anos depois de uma crise no casamento. O caso chegou ao conhecimento da polícia no dia 25 de novembro, quando a mãe da menina denunciou o suspeito.

Conforme delegado Paulo Sérgio Lauretto, o homem narrou que a primeira vez que viu a menina foi há quatro anos, durante cultos na igreja que era pastor, localizada na Vila Moreninha III. O suspeito afirmou que neste ano, ele e a mulher tiveram muitas brigas e por isso começou a se aproximar da vítima.

Em agosto ele começou a conversar por telefone com a adolescente e em outubro a chamou para sair pela primeira vez. Ainda segundo o delegado, o pastor contou que logo depois do primeiro encontro passou a frequentar motéis com a garota. Os dois se viam pelo menos uma vez por semana, sempre no horário da escola, para a menina mentir para os pais e matar aula.

“A esposa do pastor começou a desconfiar do marido, pelo jeito que ele e a menina se olhavam durante os cultos. Então ela resolveu seguir ele”, lembra Lauretto. A mulher viu o marido levando a jovem para um motel e resolveu perguntar para a mãe da adolescente onde a filha estava. Depois de conferir a ausência da menina na escola, a esposa contou para a mãe da vítima, que questionou a filha e denunciou o caso a polícia.

De acordo com o delegado, assim que chegou em casa no dia 25 de novembro, o pastor encontrou a mulher que falou que já sabia de tudo. Ele fugiu de casa e foi morar com um primo. O homem, que não teve o nome revelado para preservar a vítima, será indiciado por estupro de vulnerável, já que mesmo concedido a vítima é menor de 14 anos. “Ele alegou que não sabia que ela tinha 13 anos, mas não se preocupou em perguntar a idade da menina”, afirma o delegado.

O inquérito sobre o caso já foi concluído e os laudos médicos confirmaram o estupro. Agora os relatórios serão encaminhados para o Ministério Público. 


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