23/04/2019 às 07h42min - Atualizada em 23/04/2019 às 07h42min

Impasse termina e Sérgio de Paula deve assumir comando do PSDB

Rose Modesto e Beto Pereira travavam batalha para a presidência

- CORREIO DO ESTADO
Sérgio de Paula é o candidato a presidência do partido - Álvaro Rezende / Correio do Estado

O impasse para a escolha de um nome para a presidência regional do PSDB, que estava com disputa travada entre os deputados federais Beto Pereira e Rose Modesto, chegou ao fim, com a indicação do secretário de Articulação Política Sérgio de Paula. Nome deve ser homologado em convenção no dia 4 de maio. 

Na manhã de hoje, Beto, Rose e Sérgio conversaram com o governador Reinaldo Azambuja e comunicaram o consenso entre eles, tendo Azambuja dado a "benção" para a escolha. 

Tanto Beto quanto a Rose preferiam o enfrentamento ao entendimento e essa disputa estava contaminando as bases do PSDB. O racha estava ganhando contorno com o envolvimento das bases. Beto buscava a reeleição de presidente do partido e nenhum dos dois queria abrir mão para apoiar o outro. 

Beto disse que a decisão por Sérgio de Paula foi tomada por necessidade de prevalecer o projeto do partido e não o projeto pessoal de cada um e para que não haja derrotado ou rusgas. 

"Acredito ser  uma atitude madura que representa a unidade que temos que preservar acima de qualquer interesse. Quem venceu foi o PSDB. A decisão é referendada pelo governador Reinaldo Azambuja. As lideranças decidiram, mas tem a anuência do Reinaldo. Ninguém é melhor que o Sérgio de Paula para presidir o partido", disse.

Rose Modesto também afirmou que o nome do secretário foi escolhido para evitar mágoas e sentimentos entre os demais. 

"Ele[Sérgio de Paula] tem 20 anos de partido e vamos evitar uma disputa para evitar uma ferida maior. O governador pediu para que não tivesse disputa. Em 2020 será um momento de grande responsabilidade e é importante que o PSDB permaneça unido", afirmou a deputada. 

Futuro presidente, já que eleição será em chapa única, Sérgio de Paula afirmou que a decisão começou a ser alinhada na semana passada, entre os deputados, ele e o governador, em Brasília. "Desde o começo falei que o partido é maior que a Rose e o Beto. Estou nessa condição pelo Beto, pela Rose, pelo governador e pelo 45", concluiu.

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