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22/11/2022 às 17h19min - Atualizada em 22/11/2022 às 17h19min

Londres Machado entra na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa

Deputado há mais tempo na Casa tenta retornar ao posto que já ocupou em outras décadas e enfrenta disputa interna com Gerson Claro

Deputado estadual Londres Machado (PP) entrou na disputa para presidir a Assembleia Legislativa a partir da próxima legislatura

Cargo mais desejado para a nova legislatura que assumirá a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul em 1º de fevereiro de 2023, a presidência da Casa de Leis estaria provocando uma “guerra” interna no PP e no PSDB.

De acordo com fontes ouvidas pela reportagem do jornal Correio do Estado, no caso do PP, a disputa seria entre os deputados estaduais reeleitos Gerson Claro e Londres Machado, enquanto no ninho tucano a contenda estaria entre os deputados estaduais reeleitos Zé Teixeira e Mara Caseiro.

Segundo informações obtidas pela reportagem, a senadora eleita Tereza Cristina, que é a presidente estadual do PP, terá de escolher qual dos dois parlamentares será o representante da legenda na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa.

Gerson Claro já teria a seu favor o apoio de Tereza Cristina e do casal Lidio Lopes e Adriane Lopes, o primeiro é deputado estadual reeleito e a segunda é a prefeita de Campo Grande, e ambos são do Patriota.

Por outro lado, Londres Machado tem a experiência de ser o deputado estadual com mais mandatos na Casa de Leis e também de já ter presidido a Assembleia Legislativa em outras oportunidades. Procurado pela reportagem, Gerson Claro voltou a reafirmar que o PP tem mesmo a pretensão de assumir a presidência da Assembleia Legislativa, mas negou uma disputa interna pelo cargo.

“O PP me reelegeu e também reelegeu o deputado estadual Londres Machado, então, ambos podem concorrer”, pontuou, deixando transparecer que, caso o seu nome seja consenso dentro da legenda, levará em consideração a candidatura. Fontes próximas a Londres Machado garantiram que ele não tem mais interesse em disputar nem a presidência nem a primeira-secretaria da Assembleia Legislativa.

Ninho tucano

No ninho tucano, não é mais novidade para ninguém que tanto Zé Teixeira quanto Mara Caseiro querem a presidência da Assembleia Legislativa, porém, o fato novo seria a possibilidade de que o atual presidente, deputado estadual reeleito Paulo Corrêa, estaria sendo cotado para assumir o cargo de secretário-chefe da Casa Civil na gestão do governador eleito Eduardo Riedel.

Essa possibilidade enfraqueceria o nome de Zé Teixeira, pois ele teria o apoio de Paulo Corrêa para ser o candidato do PSDB à presidência e, em troca, o atual presidente ocuparia a primeira-secretaria. Fontes próximas de Paulo Corrêa asseguram que ele não deixará o mandato para assumir nenhuma secretaria estadual no governo de Riedel.

Sobre a pretensão de ser presidente da Assembleia Legislativa em 2023, Zé Teixeira disse em outra ocasião ao Correio do Estado que ele tem todo o direito de ser candidato ao cargo. “Agora, preciso primeiro montar o meu grupo, pois, quando se coloca o nome para a disputa, você tem de negociar, tem de deixar fluir dentro dos seus pares e, se eles acharem que mereço, aí vou em busca do aval do governador eleito”, afirmou.

Ele acrescentou que não poderia afirmar se era ou não candidato. “Vou esperar fluir dentro do grupo, mas estou lá há sete mandatos, fiz um trabalho extraordinário como primeiro-secretário, tenho o aval dos meus pares e, se o nome fluir, assim será”, declarou. 

Já a deputada estadual reeleita Mara Caseiro também não descartou ao Correio do Estado a possibilidade de disputar a presidência.

“Penso que todos têm esse direito, mas entendo que seria muito representativo ser a primeira mulher a assumir a presidência da Casa de Leis. Entretanto, é claro que isso depende de uma construção e, por isso, vou conversar com todos os meus colegas deputados para verificar a possibilidade”, afirmou a parlamentar, que foi a primeira mulher líder do governo na Assembleia Legislativa, escolhida pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), e agora também pode ser a primeira presidente.

Conforme o regimento interno da Casa de Leis, o novo presidente terá de ser definido no dia 1º de fevereiro de 2023. Nessa data, os 24 parlamentares devem se reunir para a solenidade de posse e eleição da mesa diretora, que será feita por votação nominal e aberta e cujo vencedor cumprirá mandato de dois anos, com possibilidade de reeleição.


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